Mostrando postagens com marcador Bíblia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bíblia. Mostrar todas as postagens

maio 07, 2025

Daniel 11 Decodificado

 

 

Páginas 232-234

RESUMO

O desenvolvimento histórico da profecia de Daniel 11 foi dividido em seis seções, seguindo a análise verso a verso do texto profético e as direções combinadas das duas estruturas.

(1) O relato profético prepara o cenário desta história particular com “As Guerras de Miguel” (10:21b-11:4), que cobrem os tempos antes do Novo Testamento, sob os reis persas e gregos. Uma pausa parentética no quarto rei da Pérsia, identificado como Artaxerxes, que marca o ponto de partida dos tempos proféticos de Daniel (cf. 9:24-27; 8:14), sugere desde o início que este conflito tem a ver com a história da salvação.

(2) Então, o texto profético faz um salto na história, seguindo a trajetória no texto paralelo de Daniel 8, e nos leva ao tempo do surgimento do pequeno chifre em Daniel 8. “O Preço do Casamento” (11:5-13a) relata o período conturbado do surgimento do Cristianismo como uma instituição formal e poderosa, com o início das alianças entre Igreja e Estado (Constantino, Clóvis), e os consequentes abusos e iniquidades da Igreja Católica Romana e do papado durante a Idade Média, as Cruzadas e a Inquisição. Em seguida, é seguido pela reação do outro lado, incluindo o cativeiro de Avignon e o surgimento do Renascimento e do racionalismo.

(3) “O Drama da Perseguição” (11:13b-27) descreve o processo de perseguição desde seu estabelecimento e desenvolvimento até sua queda. Este é o tempo das guerras de religião e da perseguição intensa, com a ajuda dos jesuítas. A visão destaca o massacre do Dia de São Bartolomeu e traça as intrigas da conversão de Henrique IV ao catolicismo. Este é o tempo do desenvolvimento das missões estrangeiras, quando a Igreja, apoiada pelos jesuítas, se expandiu para todo o mundo. Este período termina com os eventos dramáticos associados à Revolução Francesa e Napoleão (a “ferida”; cf. Apocalipse 13:12), que marcam a queda do poder perseguidor.

(4) Em “Radioscopia Teológica” (11:28-39), a visão não está mais preocupada com a progressão cronológica da história e se concentra no nervo espiritual do conflito em que a Igreja se opõe a Deus e Seu povo. A iniquidade da Igreja é denunciada (“a abominação da desolação” e a retirada do diário do santuário celestial). O evento em perspectiva é o Dia da Expiação escatológico, o julgamento de Deus.

(5) “O Tempo do Fim” (11:40-44) retoma o último evento profético, o ataque do Rei do Sul (“ferida”), marcando o início do tempo do fim e revelando o cenário do tempo do fim. Usando meios sobrenaturais (cf. Apocalipse 13:13), o Rei do Norte (a Igreja) subjugará as forças do Rei do Sul (o campo secular, não religioso).

(6) “A Vitória de Miguel” (11:44-12:1a) conta a história do confronto final entre as forças do Rei do Norte que vêm do oeste e as forças originárias do leste (o campo de Miguel). Este confronto termina com a destruição do poder maligno e a ascensão de Miguel. Este é o fim do “tempo do fim”.

 

ESBOÇO DA HISTÓRIA SUGERIDA E PREVISTA EM DANIEL 11

11:2 Quarto rei persa: Artaxerxes I (465-424 a.C.).

11:3 Alexandre, o Grande (336-323 a.C.).

11:4 Divisão do reino de Alexandre: os Diádocos [quatro generais] (323-330 a.C.); sucessão a “outros além destes”: Roma implícita (330 a.C.).

11:5-8 Surgimento do Cristianismo e do papado, domínio romano (Diocleciano, Constantino); primeiros compromissos (284-476 d.C.). Invasões de tribos bárbaras: Burgúndios, Francos, Visigodos, Vândalos (370-455 d.C.).

11:9-10 Ascensão da supremacia papal: Ostrogodos deixam Roma (533 d.C.). Cooperação entre Igreja e Estado (Clóvis, Carlos Magno); Cruzadas, Inquisições (476-1400 d.C.).

11:11-12 Cativeiro de Avignon (1309-1377 d.C.); Renascimento e racionalismo (1400-1600 d.C.).

11:13-25a Contra-Reforma Católica (Concílio de Trento, 1545-1563 d.C.); expansão missionária; guerras de religião, perseguição (1600-1789 d.C.): Massacre do Dia de São Bartolomeu (1572 d.C.).

11:22 Perseguição ao povo de Deus; mensagem de conforto e esperança: Crucificação de Jesus (70 semanas, 9:25) e Jesus como Sumo Sacerdote (2.300 tardes e manhãs, 8:14).

11:25b-27 Revolução Francesa-Napoleão, Concordata (1789-1798/ 1801- d.C.).

11:28-39 Relato não cronológico, muda para insight teológico: denúncia e julgamento contra a Igreja por usurpação e apostasia, idolatria (“abominação da desolação”) e crimes e perseguição contra o povo de Deus (“a santa aliança”). Tempos proféticos (1.260 dias; 2.300 dias) significam esperança e julgamento.

11:40-45 “Tempo do fim” (1798-1844 d.C.); retoma o registro cronológico (em 11:25b-27, 1798/1801-):

  1. Intensificação dos ataques políticos contra a Igreja (Concordata, 1801 d.C.; invasão dos estados papais por Napoleão, 1809; papado forçado pelo estado italiano a se retirar, 1870 d.C.), dobrado com agressão intelectual secular (correntes crítico-racionais: Darwin, Nietzsche, Wellhausen, 1850-1900 d.C.).
  2. Recuperação eclesiástica (Vaticano I: 1869-1870 d.C.; Tratado de Latrão: 1929 d.C.). Reconhecimento universal; por isso, ameaça de perseguição contra o povo de Deus que escapará (como Edom, Moabe e Amom).
  3. Movimentos de unidade (incluindo poderes eclesiásticos e seculares).
  4. Frente nacionalista unificada contra o campo de Deus (Armagedom): Fim.
12:1a Vinda de Cristo.

março 22, 2020

Bomba Relógio


Os números acima não são fixos. Tal como um efeito borboleta, esse maldito vírus servido com animais silvestres e assimilado por humanos foi se espalhando e chegou até nós. Produção chinesa em laboratório com intentos econômicos? Pode ser, pois há mais coisas entre o céu e a terra do que nós possamos julgar. Entretanto, um vídeo do Dr. Rodrigo Silva me chamou a atenção. Trata-se de um artigo científico, publicado em 2007, que alertava quanto ao consumo de animais silvestres (que biblicamente são considerado imundos).

Link do artigo aqui!




Segundo os pesquisadores, na conclusão do estudo (ver imagem acima):



"A presença de um grande reservatório do vírus do tipo SARS-CoV em morcegos-ferradura, juntamente com a cultura de comer mamíferos exóticos no sul da China, é uma BOMBA RELÓGIO. A possibilidade do ressurgimento da SARS e outros novos vírus de animais ou laboratórios e, portanto, a necessidade para uma preparação não deveria ser ignorada".



E o que dizem as notícias?


Um estudo, realizado pela Universidade de Pequim em conjunto com a Universidade de Bioengenharia de Wuhan, indica que cobras da espécie Bungarus multicinctus, conhecidas como “krait chinesas”, podem ser a origem da possível pandemia que teve início no país asiático.


Utilizando amostras de pacientes contaminados, os cientistas das universidades locais estudaram seu código genético e utilizaram microscópios para fotografá-los. Feito isso, eles compararam o DNA com as sequências de proteínas do mesmo vírus encontrados em animais, como pássaros, ouriços, morcegos e cobras.

https://exame.abril.com.br/ciencia/cobra-pode-ter-iniciado-a-transmissao-de-coronavirus-dizem-cientistas/

Se tal vírus veio de morcegos, cobras ou pangolins, não importa. O que importa é que há animais imundos sendo consumidos e estamos pagando o preço por não respeitarem a ordem divina a respeito do que se deve comer ou não. Recomendamos o livro de Levítico, capítulo 11.

Interessante que, quando um animal come um ser humano, o mundo acha estranho. Agora, quando um ser humano inventa de comer um animal, por mais estranho que esse animal seja, o mundo quer logo saber qual é a receita.

Agora, em relação a manter todos em quarentena, isso está parecendo um ensaio de uma lei que vai tirar a nossa liberdade. Logo veremos um decreto impondo o descanso dominical. Quem viver, verá!

maio 21, 2017

Profecia em Imagens

Estamos também no Facebook. Vai lá, curta e compartilhe com seus amigos! Clique na imagem abaixo para acessar a página "Profecia Urgente"!



março 05, 2017

O Rico e Lázaro

Resultado de imagem para o rico e lazaro

Para complementar o vídeo abaixo, extraído do programa "Na Mira da Verdade", que vai ao ar na TV Novo Tempo (Canal 14 da Sky, 214 da Oi TV, 184 da Claro TV), todas as segundas e quartas, às 21 horas, transcrevo também a postagem original do blog Gilson Medeiros.



A Rede Record tem se especializado em fazer novelas e filmes sobre histórias da Bíblia. Isso é bom ou ruim? Depende...

Aqueles que conhecem, de verdade, a Bíblia, sabem distinguir o que é pura ficção (às vezes, frontalmente oposta as Escrituras) e realidade bíblica. Quem se limita apenas a conhecer a história através do que é mostrado na TV, está "engolindo" muita heresia... [NOTA #EP: destaco positivamente os efeitos especiais, figurino e cenários].

Para as próximas semanas, a emissora está anunciando uma dramaturgia com o tema do RICO E LÁZARO. Ainda não dá para saber se estará baseado na parábola de mesmo nome nos Evangelhos... Em todo caso, é aguardar para ver.

Como alguns leitores do Blog solicitaram uma explicação sobre a passagem encontrada em Lucas 16:19-31, conhecida como a "Parábola do Rico e Lázaro", estou atualizando aqui um texto disponibilizado há algum tempo.

Como entender a parábola explanada por Jesus:

Esta parábola nada diz das almas imortais que "saem" do corpo depois da morte, como alguns espiritualistas creem (tanto espíritas, quanto católicos, quanto evangélicos). Além do mais, um princípio fundamental de interpretação bíblica determina que não se pode basear doutrinas sobre parábolas ou alegorias, pois tais históricas são meramente ilustrativas.

Eis aqui algumas razões que impedem tomar os personagens desta parábola de forma literal:

1. Se esta parábola for tomada em forma literal, as Sagradas Escrituras estariam se contradizendo quanto à inconsciência dos mortos até o dia em que ressuscitam (cf. Eclesiastes 9:5, 6 e 10; João 11:11-14; 5:28-29). Vê-se que o ensino bíblico é de que os mortos não estão no Céu, nem no purgatório, nem no inferno (Atos 2:29 e 34; Jó 3:11-19; 17:13). De modo geral, os cristãos creem que o Espírito Santo não pode contradizer-se (2 Timóteo 3:15-17; 2 Pedro 1:21), portanto, não podemos considerar a parábola como sendo a expressão literal do tema da morte.

2. Se esta parábola for tomada literalmente também devemos aceitar que o Céu e o inferno estão tão próximos que os salvos e os condenados podem ver-se e ouvir-se. Este seria o maior castigo que poderiam receber todos quantos se salvem, pois estariam vendo e ouvindo seus entes queridos que se perderam em sofrimento. Que absurdo! E tanta gente acredita nesta falácia! A Bíblia declara abertamente que os maus serão totalmente destruídos (Salmo 37:9 e 20).

3. Se esta parábola for interpretada literalmente, contradiz-se a crença popular de que a alma abandona o corpo no momento da morte, pois na parábola é dito que Lázaro e o rico estão presentes no "pós-morte" com seus próprios corpos físicos, pois se mencionam o “dedo” de um e a “língua” do outro.
Todos sabemos que o corpo permanece na tumba e se desintegra totalmente. Além disso, a sede que sente o rico é própria do corpo, e, afinal de contas, de que serviria um “dedo” molhado “em água” para aliviar os rigores extremos de um fogo verdadeiro? Vê-se que toda a história é recheada de simbologias, alegorias e analogias.

Conclusão:

Poderíamos explorar muito mais os detalhes da parábola, mas pelas razões acima já é possível concluir-se que o relato não é literal, e faz parte de uma série de cinco parábolas que Jesus pronunciou (Lucas 15 e 16) para destacar verdades básicas.

Jesus baseou esta parábola numa crença comum entre os judeus, mas contrária às Escrituras, e que havia sido trazida da cultura de Babilônia, Egito e nações circunvizinhas.

Nosso Senhor tomou muito das coisas conhecidas por Seus ouvintes para apresentar Suas parábolas; uma maneira fácil de chegar ao coração, mas não necessariamente uma aceitação incondicional do material, e sim um argumento que servia de meio para destacar um ensino.

Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: “Nosso pai é Abraão ... És maior do que o nosso pai Abraão... ?” (João 8:39 e 53; Mateus 3:9). E Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria de ter dito em pessoa: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (São Lucas 16:29-31).

É comum a Bíblia personificar seres inanimados. Por exemplo: as árvores se reúnem para nomear um rei (Juízes 9:8-15); “O cardo ... mandou dizer ao cedro ... Dá tua filha por mulher a meu filho” (2 Reis 14:9); “Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento” (Habacuque 2:11); “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 10:40; Mateus 3:9; ver Jó 12:7 e 8).

Também devemos tomar estas declarações de forma literal? É óbvio que não!

O objetivo de Jesus não era que os elementos fossem considerados de forma literal, com relação à vida após a morte, mas sim os dois princípios gerais que se destacam nesta parábola: 
1. Que a recompensa se baseará na conduta adotada enquanto se vive;
2. E que o importante é obedecer à Palavra divina, e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo carnalmente “filhos de Abraão”.


Adaptado de: "Tira Dúvidas", Voz da Profecia.


NOTA #EP: E, depois dessa novela "O Rico e Lázaro", já está programada outra. O tema? Apocalipse...

fevereiro 22, 2015

Deos, o vocábulo original













Compare "Zeus" com "Theos" e "Deus" como são escritos abaixo:

Zeus
0eos (usando a consoante grega "theta" em lugar de "th")
Deus

Não é necessário um diploma de linguística para enxergar que os três nomes procedem de uma única raiz. [...] No princípio, antes do grego e do latim se diferenciarem como línguas distintas, havia um vocábulo original (talvez "Deos") que era um nome pessoal para o Todo-Poderoso. Mais tarde, à medida que as várias seitas inventaram deuses menores e lhes deram nomes pessoais, cada seita afirmou que seu deus era, na verdade, "Deos" (Todo-Poderoso).

Como resultado, na ocasião em que as mudanças de pronúncia levaram "Deos" a se tornar "Deus" em uma região e "0eos" em outra, os três termos se haviam generalizado de forma a significar "deus" em lugar de "Deus". Exemplo: As esponjas de aço apareceram pela primeira vez sob a marca "Bom Bril". Quando as empresas concorrentes produziram outras marcas de esponja desse tipo, a palavra "Bom Bril" estava tão indelevelmente associada com as esponjas de aço que o público também chamava os produtos concorrentes de "Bom Bril". Em outras palavras, "Bom Bril" tornara-se "bom bril", assim como "Deus" tornou-se "deus".

Filósofos como Xenofonte, Platão e Aristóteles tentaram, com efeito, inverter a tendência para a generalização, voltando ao uso original de Theos como nome pessoal. O resultado? Tanto o sentido específico original como o geral passaram a coexistir. [...] Zeus, como uma terceira variação do Deos original, conseguiu evitar a generalização, sobrevivendo como um nome pessoal específico.

Extraído e adaptado de:

RICHARDSON, Don. O Fator Melquisedeque. 3a Edição. Editora Vida Nova, 2008. Págs. 53 e 54.

setembro 22, 2013

"Lavam as suas vestiduras" ou "guardam os Seus mandamentos"?




Apocalipse 22:14

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. - Versão Almeida Revista e Atualizada, SBB.

 “Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas”. - Versão Almeida Corrigida e Fiel, SBTB.

Quem são os bem-aventurados, afinal? Os que guardam os mandamentos, ou os que lavaram as suas vestiduras no sangue do Cordeiro?

Dos manuscritos antigos, apenas o "Sinaítico" (Codex Sinaiticus) e o "Alexandrino" (Codex Alexandrinus) contêm esta seção do Apocalipse, e em ambos encontra-se: "que lavam suas vestiduras". No Textus Receptus, que é o texto grego base das Bíblias da Reforma, diz: "os que guardam os seus mandamentos".

As duas frases são muito similares no grego, sendo escritas em maiúsculas e sem uma clara separação entre as palavras. A seguinte transliteração mostrará a semelhança:

HOIPOIOUNTESTASENTOLASAUTOU
"Que guardam seus mandamentos".

HOIPLUNONTESTASSTOLASAUTON
"Que lavam suas vestiduras".

Em realidade, ambas as variantes são apropriadas no contexto, e estão em harmonia com os ensinos de João em outros lugares. Quanto ao tema de "guardar os mandamentos", veja por exemplo, os textos: Apocalipse 12:17; 14:12; João 14:15,21; 15:10; 1 João 2:3-6.

Já em relação com o "lavar as vestiduras", veja Apocalipse 7:14, onde se descreve uma multidão de santos que "lavaram suas vestiduras, e as tem embranquecido no sangue do Cordeiro".

Nosso direito a entrar no céu deve-se à justiça de Cristo que nos é dada sem a merecermos; e nossa idoneidade para o céu é o resultado da justiça que nos é comunicada, à medida que seguimos Seus passos. Esta justiça está simbolizada pelas vestes lavadas e embranquecidas. A evidência externa da justiça de Cristo é o cumprimento dos mandamentos de Deus, em uma vida de obediência. Por isso a idéia das vestiduras lavadas e a da obediência aos mandamentos, estão estreitamente vinculadas.

(Fonte: adaptado de Comentário Bíblico Adventista, sobre Apocalipse 22:14)

fevereiro 22, 2011

Os Sete Erros

A Bíblia Sagrada não contradiz apenas o espiritismo na questão do estado dos mortos. A questão do “carma” (doutrina em que o suposto espírito encarna e desencarna, passando por sucessivas “vidas”, e até sofrendo para pagar o que fez de errado nestas “vidas”) e a salvação apenas pelas obras (caridade e méritos pessoais) também são doutrinas falaciosas. Vejamos alguns exemplos:

Em João 11:25 está escrito: "Disse-lhe Jesus: Eu Sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá". A Bíblia não deixa dúvidas. Ela fala em ressurreição da carne, não em reencarnação.

Hebreus 9:27 diz que após a morte vem o juízo e, portanto, só podemos morrer uma só vez. Apenas Deus possui a imortalidade, de acordo com 1 Timóteo 6:16, e dará tal atributo aos ressuscitados de acordo com 1 Coríntios 15:52-54.

Efésios 2:8-10, por sua vez, nos ensina que a salvação é um dom de Deus e que as boas obras são um resultado da transformação do nosso caráter.

Além dessas falácias básicas que a Bíblia desmascara, existem outros detalhes que gostaria de lhes mostrar. No áudio a que me referi no post anterior ("O engano pelos originais"), Severino também expôs outras ideias sem a devida fundamentação bíblica e histórica. Ao mesmo tempo, ele parece contradizer-se com o que ensina a doutrina diabólica do espiritismo.

A seguir, apresentamos "sete erros", dos quais nos foi possível apurar:

1) Código moral

Severino fala que estamos sujeitos a um "código moral". Por que ele fala que estamos "sujeitos a um código moral" se a crença dele não aceita a lei de Deus? Seria um conjunto de valores morais humanos? Que "código moral" seria este, tendo em conta o relativismo humano (baseado no "faça o que quiser e isso é o que importa")?

E ainda: se (supostamente) podemos encarnar, desencarnar, encarnar... (infinitamente até chegar à perfeição)... sem que haja um juízo, para que precisamos de um código moral que nos julgue definitivamente ao fim da vida? (Tiago 2:10-13)

2) Ecos de ecumenismo

Ele fala em "conhecer a religião do outro para respeitar". O respeito pela pessoa deve existir, porém aceitar que um querido nosso continue sendo vítima de uma doutrina mentirosa é ter amor por essa pessoa? O Evangelho não é para ser crido, obedecido e pregado, a fim de resgatar as pessoas das trevas da ignorância para a maravilhosa luz de Cristo?

3) O veneno da serpente edênica

Ele diz que o espiritismo é uma doutrina "relativamente recente". Como vimos, em Gênesis 3:1-5, muito pelo contrário. Segundo os cálculos dos teólogos, no mínimo, uns 6 mil anos. Recente?

4) Separação das revelações

Ele tenta desvincular o Antigo do Novo Testamento, mas isso não é possível; não são revelações distantes uma da outra. Para termos uma ideia, por exemplo, todo o sistema de sacrifícios do santuário terrestre apontava para o ministério de Jesus Cristo. Como podemos separar uma coisa da outra?

5) Regimento doutrinário

Ele diz que o livro de Deuteronômio "não pode reger uma doutrina cristã". Isso não é verdade. Para começo de conversa, esse livro foi utilizado duas vezes por Cristo na tentação do deserto (Mateus 4:4,7). Entre outras coisas, os dez mandamentos, que lá são mencionados, não foram abolidos e nem mudados no Novo Testamento (Mateus 5:17; 1 João 3:4).

6) Ponto de fuga

A fim de desviar o foco do que é a verdade, relatada em Deuteronômio 18, ele fala que esse livro foi "escrito para o povo hebreu". Originalmente, tal livro foi escrito para os hebreus, faz parte da 'Torah', mas tudo o que foi escrito para eles serve para nós hoje, de acordo com Romanos 15:4 e 1 Coríntios 10:11. Deuteronômio faz parte da revelação da vontade de Deus - a verdade revelada e dirigida a todas as nações e em todos os tempos porque os princípios envolvidos são os mesmos e porque Deus não muda (Isaías 49:6; Malaquias 3:6).

7) Religião da Bíblia

Ele afirma que "a Bíblia não tem religião nenhuma". Não teria a palavra de Deus a forma correta da religião?

A religião bíblica realmente não tem placa de igreja, mas Apocalipse 12:17 fala de um povo remanescente, nos últimos dias desse planeta, que apresenta duas características em sua forma de religião (forma de se "religar a Deus"). É um povo que guarda os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus. Quer encontrar a Igreja verdadeira? Então procure pelas características.

Em Tiago 1:27, também lemos que a religião pura se traduz em boas ações em benefício dos necessitados. Que movimento religioso mundial que além de zelar pelos mandamentos de Deus e que tem a fé em Jesus, possui uma organização de renome cuja função é amparar aos carentes e necessitados?

"Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4:12).

A Bíblia apresenta verdades incontestáveis. Os argumentos do espiritismo caem por terra diante da solidez e clareza das Escrituras Sagradas.

Cabe a você, agora, fazer a escolha certa. A decisão é sua em seguir ou não o que a Bíblia ensina.

[Versão da Bíblia utilizada: Almeida Corrigida e Fiel, SBTB]

janeiro 14, 2011

O engano pelos originais


A fim de que possamos entender muitos dos textos da Palavra de Deus, normalmente temos que estudar todo o contexto relacionado ao tema; ou seja, precisamos encontrar todas as passagens bíblicas que falam sobre o mesmo assunto (Isaías 28:10). Para que o entendimento desses textos se torne ainda mais claro, precisamos pesquisar o que ele significa em sua respectiva época e, para tanto, recorremos à língua original em que esses textos foram escritos.
Quando se diz por aí que algo está "comprovado cientificamente", as pessoas parecem dar, automaticamente, crédito a esta afirmação ou pensamento. Da mesma forma, no meio religioso, quando alguém (referindo-se à Bíblia) diz que isso ou aquilo significa tal coisa "nos originais grego e hebraico", automaticamente, a tendência é a de que se aceite como verdade irrefutável.
Um tempo atrás, tive a oportunidade de ouvir um arquivo em áudio de uma organização espírita, no qual falava um estudioso dessa doutrina, Severino Celestino. Tendo a intenção de defend
er essa doutrina, o espiritismo, Severino utilizou-se dessa estratégia que mencionei.
Segundo ele, a palavra utilizada, no original em hebraico, nos textos de Deuteronômio 18:11 e Eclesiastes 9:5 significam "cadáver". Portanto, segundo ele, Deus estava proibindo que um hebreu, ou qualquer pessoa que fazia parte do povo de Deus, tivesse contato interativo com o cadáver de uma pessoa que estava sepultada; consequentemente, não havia e não há impedimento por parte de Deus, de que alguém consulte ou entre em contato interativo com o suposto 'espírito' que saiu do corpo. O cadáve
r está lá, sem vida, mas o 'espírito' vive e portanto pode ser contactado, de acordo com essa doutrina.
De posse do que toda a Bíblia ensina, conforme o quadro abaixo, podemos ver que esta explicação dada por Severino é contraditória. Ao ser criado, o homem se tornou uma alma vivente (ele não tem uma alma, ele é uma alma). Quando morre, a unidade desaparece: o corpo volta a terra, vira pó, e o fôlego de vida volta para Deus. Só Deus tem a imortalidade e haverá ressurreição tanto de justos como de ímpios.
Percebendo que não consegue defender a doutrina espírita diante de tudo o que foi escrito na Bíblia sobre o tema da morte, e que contradiz a sua posição, Severino lança mão de uma falácia muito astuta.
Discipulado pelo pai da mentira, ele mesmo passa a ser o enganador (João 8:44).
Vamos aos textos bíblicos.
Deuteronômio 18:9-14
"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa."
As palavras hebraicas utilizadas na expressão que signfica "consultar os mortos", transliteradas para a nossa escrita, aparecem de duas formas nos manuscritos antigos:
1) vedoresh el´ hammetim cujas raízes são darash muwth.
2) 'owb sha'al ou 'owb sha'el.
Vamos analisar o primeiro caso.
(Obs: entre parênteses está a numeração de 'Strong', que identifica a palavra no catálogo de originais usados na Bíblia. 'H' simboliza 'hebraico' e depois vem a numeração em ordem alfabética).
darash (H1875): recorrer a; procurar; procurar com cuidado; inquirir; requerer; consultar (referindo-se a Deus ou a deuses pagãos).
muwth (H4191): morrer; matar; executar; ser levado à morte.
Reunindo as duas palavras, nós vemos que o texto está falando de alguém que consulta outra pessoa que já morreu.
O segundo caso requer uma explicação histórica.
'owb (H0178): odre.
sha'al ou sha'el (H7592): perguntar; inquirir; pedir; indagar; consultar (referindo-se a uma divindade, um oráculo).
Literalmente, "que consulta a um odre".
O 'owb é um odre, feito de couro de cabra ou de ovelha, para conduzir água. Esta expressão se refere ao som oco produzido por tal couro seco e, por extensão, aos murmúrios, sussurros ou resmungos de alguém que 'consulta espíritos' quando está em transe. Em Jó 32:19, se usa a palavra 'owb para referir-se ao odre literal.
O uso desta palavra para designar aos que 'consultam os espíritos' se deve ao timbre de voz que estes possuíam quando estavam em transe: uma voz não natural, nem clara, como a que podia produzir-se ao falar dentro de um "odre" ou de algum outro receptáculo. A palavra traduzida como "sussurram" em Isaías 8:19, significa também "murmurar", "cochichar", "retumbar". Pode também significar "meditar em voz alta", como se a pessoa estivesse falando sozinha em uma voz baixa que parece um suspiro.
Portanto, essa expressão fala de alguém que se comporta como um médium ou um adivinho.
Eclesiastes 9:5
"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol."
A palavra utilizada nessa passagem também é muwth, que significa morrer, matar, executar ou ser levado a morte. Seria esta palavra utilizada para designar apenas o corpo morto, isto é, apenas o cadáver da pessoa que morreu?
Convido você, sincero leitor, a ler os seguintes textos:
Deuteronômio 21:23
"O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia..."
Deuteronômio 28:26
"E o teu cadáver servirá de comida a todas as aves dos céus..."
1 Reis 13:22,24,28-30
"... o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais".
"... e também o leão estava junto ao cadáver". "... e achou o cadáver estendido no caminho..." "Então o profeta levantou o cadáver do homem de Deus..." "E colocou o cadáver no seu próprio sepulcro..."
2 Reis 9:37
"E o cadáver de Jezabel será como esterco sobre o campo..."
Através da análise do original destes textos, verificamos que quando o escritor bíblico se refere exclusivamente ao cadáver de uma pessoa que morreu a palavra é outra.
A palavra "cadáver" encontrada nesses textos, no original em hebraico, é a seguinte:
n'ebelah (H5038): corpo morto, cadáver (de pessoas, ídolos, animais).
Em outros textos da Bíblia, a palavra cadáver aparece como nos seguintes exemplos:
Em Isaías 14:19, peger (H6297).
Em Juízes 18:8, mappeleth (H4658).
Em Salmos 110:6, g'eviyah (H01472).
Toda a Bíblia e os textos originais não deixam dúvidas e desmascaram a doutrina espírita, cuja origem é bastante antiga.
A prova está nos textos a seguir:
Gênesis 3:1-5
"Ora, a serpente era mais astuta que todos os animais do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal".
Apocalipse 12:9
"E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele".
Portanto, antes de aceitar qualquer ideia ou doutrina, examine as Escrituras. Examine até os originais se for necessário. O engano está se tornando cada vez mais especializado nos últimos dias deste planeta e garanto que você não quer ser enganado também. Precisamos fazer a "faculdade bíblica" e não apenas a secular.
[Versão da Bíblia utilizada: Almeida Corrigida e Fiel, SBTB]

Na próxima semana, a segunda parte: "Os sete erros".