fevereiro 16, 2009

Análise crítica de “Os Dez Mandamentos” - Parte 1


Os Dez Mandamentos

Há alguns meses, eu adquiri o filme “Os Dez Mandamentos”, classificado como clássico dos anos 50. Uma superprodução para a época, vencedora do Oscar de efeitos especiais. Confesso que não havia lido resenhas sobre o filme e nem havia assistido antes. Mas pela empolgação do tema, por ter sido filmado no Sinai, pelos efeitos, pelas fotos, enfim, não pude resistir à promoção da loja virtual. Na caixa, veio também o filme mudo dirigido por DeMille na década de 20, sobre o qual falarei mais adiante.

Observação: Esta série especial está fragmentada em 6 partes. Acompanhe no marcador “Os Dez Mandamentos”. Boa leitura!


“Os Dez Mandamentos” de Cecil B. DeMille (1956)

Nos créditos iniciais, é informado que o filme foi baseado na Bíblia e nos escritos de Filo e Josefo, famosos historiadores judeus. Assistindo ao filme, percebia algumas coisas que não estava de acordo com a Bíblia, então pensava: “Filo ou Josefo devem ter escrito detalhes que não conhecemos pela Bíblia... Detalhes até pode ser, mas fatos contados de forma diferente da Bíblia?” O tempo passou. E demorou pra cair a ficha. “Será que estes escritos narram os fatos de forma tão diferente da Bíblia assim?” Bom, não pesquisei nos escritos destes historiadores. Mas nem precisaria pesquisar.

Tracei um paralelo com as cenas do filme e os relatos da Bíblia, a título de comparação, para mostrar o que mais tarde pude comprovar nas palavras de Katherine Orrison (autora do livro “Escrito em Pedra”, que fala sobre o filme, os atores, o diretor, entre outros detalhes, cujos comentários podem ser ouvido enquanto se assiste “Os Dez Mandamentos”). Na terceira parte, estão os mais cretinos de seus comentários sobre o filme e a conclusão final a que cheguei.


As divergências entre o Filme e a Bíblia

No Filme
A filha de Faraó tira o bebê Moisés do rio Nilo.
Na Bíblia
A criada da filha de Faraó tomou a criança do rio Nilo (Êxodo 2:5,6).

No Filme 

A mãe adotiva de Moisés cuida dele até a idade adulta, escondendo a verdade de que não era sua verdadeira mãe.
Na Bíblia

Miriã, irmã de Moisés, sugeriu que uma hebréia cuidasse da criança e trouxe a mãe dele (Êxodo 2:7-10).

No Filme
Quando se torna homem, Moisés descobre que era hebreu e conhece a sua verdadeira mãe.
Na Bíblia
Moisés sabia desde criança que era hebreu e já conhecia sua verdadeira mãe (Êxodo 2:10).

No Filme
Josué tenta libertar sua namorada Lilia, que foi tomada como “concubina” por uma autoridade egípcia, mas o plano não dá certo. Estando ele preso, e condenado a um açoitamento, Moisés aparece para resgatá-lo. Moisés mata a autoridade egípcia por estrangulamento e deixa o corpo no mesmo lugar antes de libertar seu amigo.
Na Bíblia
Moisés matou um egípcio, pois estava espancando um hebreu e escondeu o corpo na areia (Êxodo 2:11,12).

No Filme
Josué é chamado dessa forma desde o início do filme.
Na Bíblia 

Seu nome era Oséias. Moisés foi quem passou a chamá-lo de Josué (Números 13:16).

No Filme
Datã revela ao filho de Faraó que Moisés é o assassino da autoridade egípcia e que ele não era egípcio. Sabendo disso, o filho de Faraó vai contar ao seu pai, que também não sabia que ele era hebreu. Então decidem julgá-lo por traição.
Na Bíblia

 Ambos já sabiam que ele era hebreu. Faraó ficou sabendo do assassinato e perseguiu Moisés (Êxodo 2:15).


Acompanhe esta série no marcador “Os Dez Mandamentos”.

fevereiro 05, 2009

Abaixo à Sarcofagia!

Verduras, frutas e cereais, devem constituir nosso regime. Nem um grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem. Não é tempo de que todos visem dispensar a carne na alimentação? Como podem aqueles que estão buscando tornar-se puros, refinados e santos a fim de poderem fruir a companhia dos anjos celestes, continuar a usar como alimento qualquer coisa que exerça tão nocivo efeito na alma e no corpo? Como podem eles tirar a vida às criaturas de Deus a fim de consumirem a carne como uma iguaria? Volvam eles antes à saudável e deliciosa comida dada ao homem no princípio, e a praticarem eles próprios e ensinarem a seus filhos, a misericórdia para com as mudas criaturas que Deus fez e colocou sob nosso domínio. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal abandonado; a carne deixará de fazer parte de sua alimentação. Devemos ter sempre isto em vista, e esforçar-nos por trabalhar firmemente nessa direção. Não posso pensar que estejamos em harmonia com a luz que Deus tem sido servido de nos dar, nessa prática de comer carne. A principal finalidade do homem não é satisfazer ao apetite. Há necessidades físicas a serem supridas; mas por isto é preciso que o homem seja dominado pelo apetite? Há de o povo que está buscando tornar-se santo, puro, refinado para que possa ser introduzido na sociedade dos anjos celestes, continuar a tirar a vida das criaturas de Deus, e fruir sua carne como uma iguaria? Segundo o Senhor me mostrou, esta ordem de coisas há de mudar-se, e o povo de Deus exercerá temperança em tudo. Os que têm sido instruídos com relação aos efeitos prejudiciais do uso da alimentação cárnea, do chá e do café, bem como de comidas muito condimentadas, e que estão resolvidos a fazer com Deus um concerto com sacrifício, não hão de continuar a satisfazer o seu apetite com alimentos que sabem ser prejudiciais à saúde. Deus requer que o apetite seja dominado, e se pratique a renúncia no tocante às coisas que fazem mal. É esta uma obra que tem de ser feita antes que o povo de Deus possa ser apresentado diante dEle perfeito. É para o bem deles próprios que o Senhor aconselha a igreja remanescente a rejeitar o uso de alimentos cárneos, chá, café e outros alimentos nocivos. Há quantidade de outras coisas de que nos podemos alimentar, as quais são benéficas e boas". Conselhos Sobre o Regime Alimentar (Pág. 380,381)

Igreja de Deus


Na imagem, vemos no canto direito:

“...o que temos aprendido dificilmente conheceríamos fora da Igreja de Deus. E um desses conhecimentos é a guarda do Santo SÁBADO”.

Veja o que Ellen G. White, escreveu há mais de um século atrás:

Foi-me mostrado o modo por que o povo remanescente de Deus obteve seu nome. Duas classes de pessoas me foram apresentadas. Uma abrangia as grandes corporações de cristãos professos. Esses transgrediam a lei divina, inclinando-se diante de uma instituição papal. Observavam o primeiro dia da semana em vez do sábado do Senhor. A outra classe, posto que pequena em número, tributava obediência ao grande Legislador. Esses guardavam o quarto mandamento. Os aspectos peculiares e destacados de sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu.

O conflito que se estabelece é entre as reivindicações de Deus e as exigências da besta. O primeiro dia da semana, que é uma instituição papal, e contradiz diretamente o quarto mandamento, deverá ainda ser convertido em pedra de toque pela segunda besta. Então será proclamada a tremenda advertência da parte de Deus, anunciando o castigo que aguarda os que adoram a besta e sua imagem. Estes beberão do vinho da ira de Deus, não misturado no cálice da Sua ira.

Não podemos adotar outro nome melhor do que esse, que concorda com a nossa doutrina, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua acusação ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. É porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria satisfeito; mas suscitam sua ira por ousarem exaltar o padrão e levantar o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do papado.

O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir aos espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo.

Foi-me mostrado que quase todos os fanáticos, que surgem, no desejo de ocultar seus verdadeiros sentimentos a fim de iludir outros, afirmam pertencer à "Igreja de Deus". Esse nome havia, por isso, de despertar imediatamente suspeitas, porque é usado para ocultar os erros mais absurdos. É demasiadamente vago para designar o povo remanescente de Deus. Além disso, daria lugar à suspeita de que temos uma fé que desejamos ocultar.

Testemunhos Seletos – Volume 1 (Pág. 79-80)