sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Princípio Hegeliano


O Princípio Hegeliano, formulado por George Hegel, filósofo alemão, é um sistema que pretendeu produzir “Unidade de Pensamento” através de um processo de:

1) TESE: estabelecendo ou encarnando uma visão particular ou posição;

2) ANTÍTESE: provendo uma oposição ou posição contrária;

3) SÍNTESE: [um resultado] que reconcilia as duas posições prévias e, então, se torna a base de uma nova tese em acordo com as leis de materialismo dialético.

Teoricamente, por um processo ininterrupto de evolução, é alcançada a “Unidade de Pensamento”.

Este processo pode ser usado para:

1. Criar uma crise;

2. Criar uma oposição para a crise;

3. Efetuar a solução desejada.

Fonte: Wikipedia (com adaptações)


Aplicação prática

Vamos recapitular...

1. Posição;

2. Oposição;

3. Resultado.


Em termos sociais, temos este exemplo:

1. Grupos negros que incitam ódio contra os brancos;

2. Grupos brancos que incitam ódio contra os negros;

3. Irmandade e alianças entre os grupos rivais.


Em termos econômicos:

1. Capitalismo;

2. Comunismo;

3. Socialismo-fascista.


... e para se conseguir o controle de uma nação (EUA):

1. A liberdade e a paz são elogiadas;

2. Um conflito (terrorismo) é fabricado;

3. Controle total e restrição da liberdade civil "em nome da segurança e da paz da população".


Quer saber quem idealizou esse princípio realmente?

Atenção à parte grifada, no final.

Não tinha havido mudança alguma na posição ou autoridade de Cristo. A inveja e falsa representação de Lúcifer, bem como sua pretensão à igualdade com Cristo, tornaram necessária uma declaração a respeito da verdadeira posição do Filho de Deus; mas esta havia sido a mesma desde o princípio. Muitos dos anjos, contudo, ficaram cegos pelos enganos de Lúcifer. Tirando vantagem da amável e leal confiança nele depositada pelos seres santos que estavam sob suas ordens, com tal arte infiltrara em suas mentes a sua própria desconfiança e descontentamento que sua participação não foi percebida. Lúcifer havia apresentado os propósitos de Deus sob uma luz falsa, interpretando-os mal e torcendo-os, de modo a incitar a dissensão e descontentamento. Astuciosamente levou os ouvintes a dar expressão aos seus sentimentos; então eram tais expressões repetidas por ele quando isto servisse aos seus intuitos, como prova de que os anjos não estavam completamente de acordo com o governo de Deus. Ao mesmo tempo em que, de sua parte, pretendia uma perfeita fidelidade para com Deus, insistia que modificações na ordem e leis do Céu eram necessárias para a estabilidade do governo divino. Assim, enquanto trabalhava para provocar oposição à lei de Deus, e infiltrar seu próprio descontentamento na mente dos anjos sob seu mando, ostensivamente estava ele procurando remover o descontentamento e reconciliar anjos desafetos com a ordem do Céu. Ao mesmo tempo em que secretamente fomentava a discórdia e a rebelião, com uma astúcia consumada fazia parecer como se fosse seu único intuito promover a lealdade, e preservar a harmonia e a paz.

Ellen G. White - Patriarcas e Profetas, página 38.


No céu, o inimigo de Deus levantou uma tese e uma antítese, mas ele não conseguiu impôr a síntese. Antes disso, foi expulso do céu. A criatura de forma alguma poderia tomar o lugar do Criador. O princípio "Hegel-Luciferiano", baseado em conflitos e mentiras, não poderia harmonizar-se com as leis de Deus, baseadas no amor, na mansidão, na verdade plena, na liberdade.

O querubim caído sabe que a sua síntese final não vai triunfar neste mundo. Cristo, a Rocha, está a caminho. Ele virá para derrubar a estátua de pretensões satânicas, atingindo os pés de barro misturado com ferro e esmiuçando todo o trabalho que ele teve em tanto tempo para ajuntar com suas falsidades e paganismo.

Satanás semeou o caos e vai colher o caos em sua existência.

Breve virá!