segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

“Imagine” um dia: um mundo novo e sem TV


Não siga o conselho das embalagens e das propagandas; ainda que, hoje em dia, nem seja conveniente levar uma coisa destas pra casa. Trata-se de um objeto de alta periculosidade. Use com extrema moderação.

Eu tenho em minha casa. Porém, de forma particular, não tenho utilizado mais para assistir as programações seculares. Lá uma vez ou outra eu assisto alguma coisa (bem escolhida) em DVD.

Que a peça central de sua casa seja a PALAVRA DE DEUS!

“Imagine” um dia. Um mundo novo e sem TV. Vai ser perfeito.

Vigie HOJE as "avenidas da alma"!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Na cara dura!

Para complementar o post anterior...
A coisa tá ficando cada vez mais explícita. O chamado "pai do satanismo moderno" foi homenageado neste filme recentemente (maio de 2008). E por quem? Pelo vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson.
"O roqueiro escreveu o roteiro do novo filme de Julian Doyle, intitulado "Chemical Wedding". O título é uma referencia ao álbum [solo] lançado pelo músico em 1998. Na história, um jovem se torna a reencarnação do ocultista Aleister Crowley, nome que influenciou, entre outros, o próprio Iron Maiden".
Veja o trailer do filme e tire suas conclusões.

Trecho de uma entrevista com Bruce sobre o filme.

De onde vem todo seu interesse por Aleister Crowley ?
Acho que o Crowley é sem dúvida a figura mais inspiradora do universo do ocultismo. Leio e estudo Crowley desde minha pré-adolescência. A despeito de todas as controvérsias que sempre o rondaram, ele levou o "faze o que tu queres ao limites do extremo." Ele é sem dúvida a inspiração definitiva para todos aqueles que amam o ocultismo e dedicam suas horas vagas para entender o submundo em que vivemos.

Não acha que tudo o que já tinha de ser dito sobre Aleister Crowley já foi dito ?
Não mesmo. Além disso, o filme têm uma abordagem diferente sobre Aleister Crowley. Foge dos clichês tradicionais, acho que aborda muito mais uma questão fáustica, de como alguém é capaz de apelar para qualquer coisa, por mais perigosa que seja a fim de realizar seus objetivos, seus desejos mais perversos. Tentei também citar figuras que foram preponderantes na vida de Crowley como Jack Parsons e Ron Hubbard.

Seus projetos solos ou projetos paralelos foram motivo para sua saída da banda em 1993, acha que isso pode voltar a acontecer ?
Não tenho mais a energia suficiente para me dedicar a tantos projetos ao mesmo tempo. Hoje minha agenda é bem controlada e já experimentei com tudo na vida. Já sei do que gosto e do que não gosto, do que vai dar certo ou não. Estou feliz e satisfeito com tudo o que está acontecendo agora. Caso contrário, não teria idéias para um novo disco do Iron Maiden.

Um novo disco conceitual ? E dessa vez sobre a vida e obra de Aleister Crowley ?
(Bruce fica nitidamente surpreso) Poderia ser. Poderia ser. Conceitual sim e o que não falta é assunto sobre Aleister Crowley.

http://mortesubita.org/sinfonias/artigos/iron-maiden-visita-aleister-crowley/

Homenagens e mais homenagens para quem tem sustentado sua vida por tantos anos!

"O mundo inteiro jaz no maligno" 1 João 5:19

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O Susto


Mal podia esperar (e valeu a pena esperar) para ouvir com calma o novo álbum dos Arautos do Rei. O que eu não esperava, porém, foi o susto que eu levei. Os primeiros trinta segundos de “Prefixo 2008”, a “nova versão” de “Breve Jesus Voltará”, remeteram-me a um passado recente. A intensidade do instrumental da orquestra me fez voltar no tempo, há sete anos atrás. Quem não ouviu a música ouça para ter uma noção do que estou falando.

No período de minha infância e adolescência eu fui influenciado pelo o que meu irmão mais velho ouvia; fato muito comum entre os garotos. Uma das bandas que ele ouvia e que mais me atraiu foi o Iron Maiden. Alguns anos se passaram desde que eu tive o primeiro contato com a banda. Então, em 2001, a principal atração do Rock in Rio foi o Iron Maiden. A partir daquele evento, e durante cerca de cinco anos, eu passei a me dedicar a essa banda. Eu tinha CDs, fitas K7, LPs, VHS, DVD, camisetas, revistas, pôster na parede, letras impressas e um livro que contava detalhes minuciosos da banda (que o meu irmão chamava de “Bíblia”). Hoje, só me restaram as memórias deste passado. Ainda consigo lembrar a discografia, algumas músicas e letras. O restante eu dei fim.

Por outro lado, eu procuro tirar lições deste passado e vejo que Deus é imbatível ao transformar maldições em bênçãos. À luz das verdades bíblicas, todas aquelas letras e canções ratificam o contexto do grande conflito e da realidade em que vivemos.

Algo que me fascinava, na época, era a temática histórico-literária, presente nas letras. Muitas delas baseadas em livros de autores como Edgard Allan Poe.

Vivendo uma vida fora dos princípios de Deus (ainda que um tanto ajuizado) estes ingredientes faziam parte da minha cultura musical: vida após a morte, assassinatos, ocultismo, sociedades secretas, prazeres mundanos, crueldades, suicídio, destruição, prostituição, conflitos armados, espiritismo, reencarnação, blasfêmias, medo, ira, ódio e por aí vai.

Vocábulos bíblicos aparecem em algumas letras, mas não há ofensas diretas a Deus. Contudo, mesmo sem ofender de maneira direta a Divindade, como é o caso de outras bandas, o Iron Maiden tem 32 anos de satanismo. Esta é a receita para que uma banda de rock permaneça por muito tempo na ativa (ouça a palestra sobre música de “Guerra dos Sentidos”). No contexto da nova era, no ano de 2000, o Iron Maiden lançou o CD “Brave New World” que significa “Admirável Mundo Novo”. Ele foi baseado no seguinte livro (extraído de Wikipédia):

Brave New World, na versão original em língua inglesa, é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

Vejamos a letra traduzida de uma música desse disco:


Anjo Decaído (The Fallen Angel)

Azazel está do seu lado e ele está jogando um jogo
Demônios estão dentro de você e eles estão fazendo a jogada
Olhando e eles se escondem enquanto esperam pela hora
De um diabo se preparar e dominar sua mente
Somente você e Deus saberiam o que poderia ser feito
Somente você e Deus saberão que eu sou o único
Somente você e Deus saberiam o que poderia ser feito
Somente você e Deus saberão que eu sou o escolhido
Poderá esse ser o fim de nosso mundo?
Todas as coisas que acalentamos e amamos
Nada resta a não ser enfrentar isso sozinho
Porque sou o escolhido
Anjo decaído batido, mas me reergui
E o poder está dentro de mim, eu decidi rezar
Enquanto espero pelo Armagedom e está vindo ao meu encontro
É uma honra ser escolhido e eu espero pelo dia


A primeira palavra desta letra traduzida? O bode azazel! O bode que era levado vivo ao deserto no dia da expiação, representando satanás no juízo final, é o principal símbolo dos satanistas.

Em outras “músicas” da época áurea da banda, vemos coisas bem mais latentes: “Eu sou ele... o anjo decaído olhando para você, a prostituta escarlate... Lúcifer é o meu nome”; “eu não posso morrer, eu sou Deus”; “dois minutos para a meia-noite, para exterminar os fetos no útero”; “traga a sua filha para a matança”; “Judas meu guia, sussurros na noite”; “o inferno não é um mau lugar, o inferno é daqui para a eternidade”; “eu quero ver o seu sangue... ver o sangue começar a escorrer enquanto cai no chão”, e daí por diante.

Outras ainda: “há um tempo para viver... mas não é estranho que, tão logo que você nasce, já esteja morrendo... e renascendo novamente?”; “apenas os bons morrem jovens, todos os maus parecem viver para sempre”; “eu tenho um medo constante de que algo está sempre perto, eu tenho uma fobia de que alguém está sempre ali”; “eu morrerei, minha alma flutuará e então eu viverei para sempre... corpo morrerá, minha alma flutuará e eu viverei para sempre”; “diga adeus à gravidade e diga adeus à morte, olá para a eternidade e viva com todo o fôlego” (interessante isso, em comparação com 1 Tessalonicenses 4:17). Alguns títulos interessantes de músicas: “Filho pródigo”; “Santuário”; “Santificado seja o vosso nome”; “Escravo do poder”; “Sinal da cruz”, “Purgatório”; “Outra vida”; “Crianças do amaldiçoado”; “Não reze para o moribundo”; “Advertências proféticas”; “O Vidente”; “Posso brincar com a loucura?”; “A Profecia”.

Vejamos agora alguns trechos da música mais polêmica da banda, muito famosa no “mundo rock”, chamada “The number of the beast” ou “O número da besta” (mas que não tem muito a ver com a profecia de Apocalipse 13): “inferno e fogo foram feitos para serem descarregados... tochas acesas, cantos sagrados eram entoados... à noite, o fogo queima brilhante, o ritual é iniciado, o trabalho de satã é feito... eles parecem me hipnotizar, não posso evitar aqueles olhos... eu voltarei, eu retornarei, eu tomarei posse do seu corpo e lamber o seu sangue... eu tenho fogo, eu tenho força, eu tenho poder para fazer com que a minha vontade seja respeitada”.

O último CD lançado, de 2006, chama-se “Uma questão de vida ou morte”.

Curioso. No primeiro estudo bíblico que eu fiz há essa declaração:

“Vivemos em um mundo onde o bem e o mal, o certo e o errado lutam pela supremacia. Há apenas dois lados nesse grande conflito espiritual. De que lado estamos? Esta é uma escolha de conseqüências eternas – porque a vida e a morte são, literalmente, eternas”. Clifford Goldstein (extraído da série de estudos “O Grande Conflito” do Pr. Luís Gonçalves).

Esta foi uma pequena amostra das coisas com que eu tive íntimo contato. Muitos, infelizmente, no mundo todo, ainda cultuam esse instrumento satânico que é o rock. Dou graças a Deus, pois na plenitude dos tempos de 2006 eu fui liberto destas coisas. Eu já fiz a minha escolha. Amém!

Quanto ao novo CD dos Arautos do Rei, “Vale a Pena Esperar”, achei muito bom. Tanto em termos de melodia e harmonia, como de mensagem. O quarteto atual é bem afinado, as vozes são prazerosas de se ouvir e não tomei mais o tal susto!