sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Análise crítica de “Os Dez Mandamentos” - Parte 2


Dando sequência a esta série, continuamos com as divergências.

As divergências entre o Filme e a Bíblia
No Filme
Depois de preso, Moisés é expulso do Egito pelo Faraó. Mandado ao deserto, fica vagando até Midiã.
Na Bíblia
Moisés fugiu do Egito para Midiã devido à perseguição do Faraó (Êxodo 2:15).

No Filme
As filhas de Jetro são oferecidas a Moisés, de modo que ele escolha uma das sete.
Na Bíblia
Jetro lhe deu Zípora como esposa (Êxodo 2:21).

No Filme
Josué vai ao encontro de Moisés em Midiã.
Na BíbliaArão foi ao encontro de Moisés em Midiã (Êxodo 4:14).

No Filme
Moisés sai de Midiã sem dizer nada a Jetro, seu sogro.
Na BíbliaMoisés pediu autorização ao sogro para sair com sua mulher da terra de Midiã (Êxodo 4:18).

No Filme

Moisés fala com o novo Faraó (que era filho do anterior). Sua linguagem e expressões são excelentes.
Na Bíblia
Arão, irmão de Moisés, era o seu porta-voz. Moisés declarava ser “pesado de boca e pesado de língua” (Êxodo 4:10,17).

No Filme
Faraó diz que uma erupção vulcânica causou a mudança na coloração das águas (detalhe: esta razão foi levantada por cientistas na época da filmagem).
Na Bíblia
Os magos e encantadores egípcios puderam transformar a água em sangue com as suas “ciências ocultas” (Êxodo 7:20-22).

No Filme
Pela palavra de Faraó é idealizada a décima praga, a morte dos primogênitos.
Na Bíblia
A décima praga foi anunciada por Deus (Êxodo 11:4,5).

No Filme
Faraó não entra no Mar Vermelho. Apenas a guarda egípcia avança.
Na Bíblia
Subentende-se que ele tenha sido vítima também (Êxodo 14:6,17,18, 26-28).

No Filme
Uma coluna de fogo separa os egípcios dos hebreus na perseguição, ao adentrarem o Mar Vermelho.
Na Bíblia
Nesse instante, uma coluna de nuvem separou os dois grupos (Êxodo 14:19,20).

No Filme
A razão de Faraó em perseguir os hebreus foi que Moisés teria escarnecido dele sem que ele soubesse. A mulher do Faraó, em sentimento de vingança (pois amava Moisés), inventa a mentira.
Na Bíblia
Deus endureceu o coração de Faraó, fazendo com que ele se arrependesse de ter libertado os hebreus da escravidão e os perseguisse (Êxodo 14:4,5).

No FilmeAs palavras pronunciadas por Deus nos mandamentos são resumidas.
Na BíbliaAs palavras pronunciadas por Deus nos mandamentos são completas (Êxodo 20).

No FilmeApenas Moisés ouve os Dez Mandamentos serem falados por Deus.
Na BíbliaTodo o povo ouviu os Dez Mandamentos serem falados por Deus, e não apenas Moisés (Êxodo 20:19,22).


Acompanhe esta série no marcador “Os Dez Mandamentos”.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Hora do Planeta


Enquanto o dia do planeta não vem...

“A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF sobre mudanças climáticas. No sábado, dia 28 de março de 2009, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global”.

“Além do Rio de Janeiro, outras grandes cidades mundiais, como Atenas, Buenos Aires e Edimburgo participam do movimento. Até o momento, mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta”.
http://www.earthhour.org/news/br%3Apt-BR


Data do evento:
Sábado, 28 de Março, 20h30 – 21h30
Interessante: pelo horário oficial do evento, já terá passado o pôr-do-sol. Portanto, será domingo e não sábado.

“Lembra-te...” Êxodo 20:8

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sinais de Planejamento


Duas hipóteses para o surgimento do telefone celular da figura acima.
Primeira Hipótese

O fabricante recebeu a matéria-prima dos seus fornecedores, as encaminhou para a produção, efetuou a montagem dos aparelhos (através de processos mecânicos e manuais milimetricamente calculados), executou testes de qualidade, remeteu aos embaladores e encaminhou aos revendedores.
Segunda Hipótese


O fabricante recebeu a matéria-prima de seus fornecedores e as estocou no depósito. No fim do ano, quando todos os empregados estavam em férias coletivas, ocorreu uma grande explosão acidental na fábrica. As embalagens com a matéria-prima se abriram, os saquinhos anti-estáticos se romperam e milhares de caixas foram pelos ares. Gabinetes, baterias, placas principais, motores vibratórios, alto-falantes, cabos flexíveis, câmeras, displays de cristal líquido, etiquetas de identificação autocolantes, microfones, teclados e uma infinidade de outras peças se misturaram no acidente. Terminado o período de férias, os funcionários retornaram aos seus afazeres. Para a surpresa deles, o patrão concedeu mais uma semana de folga! A razão: os aparelhos celulares já estavam devidamente montados, testados, embalados e prontos para serem enviados aos revendedores!
Qual das duas propostas é mais coerente?

Planejamento ou Acidente? Criação ou Evolução?

“Olhe atentamente o mundo ao seu redor: as plantas, as flores, os pássaros, as montanhas, as estrelas, o corpo humano... e você verá as digitais do Criador”.
Por Que Creio, Michelson Borges – pág. 191.

Texto baseado no “bolo de chocolate” da palestra do Prof. Adauto Lourenço.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Análise crítica de “Os Dez Mandamentos” - Parte 1


Os Dez Mandamentos

Há alguns meses, eu adquiri o filme “Os Dez Mandamentos”, classificado como clássico dos anos 50. Uma superprodução para a época, vencedora do Oscar de efeitos especiais. Confesso que não havia lido resenhas sobre o filme e nem havia assistido antes. Mas pela empolgação do tema, por ter sido filmado no Sinai, pelos efeitos, pelas fotos, enfim, não pude resistir à promoção da loja virtual. Na caixa, veio também o filme mudo dirigido por DeMille na década de 20, sobre o qual falarei mais adiante.

Observação: Esta série especial está fragmentada em 6 partes. Acompanhe no marcador “Os Dez Mandamentos”. Boa leitura!


“Os Dez Mandamentos” de Cecil B. DeMille (1956)

Nos créditos iniciais, é informado que o filme foi baseado na Bíblia e nos escritos de Filo e Josefo, famosos historiadores judeus. Assistindo ao filme, percebia algumas coisas que não estava de acordo com a Bíblia, então pensava: “Filo ou Josefo devem ter escrito detalhes que não conhecemos pela Bíblia... Detalhes até pode ser, mas fatos contados de forma diferente da Bíblia?” O tempo passou. E demorou pra cair a ficha. “Será que estes escritos narram os fatos de forma tão diferente da Bíblia assim?” Bom, não pesquisei nos escritos destes historiadores. Mas nem precisaria pesquisar.

Tracei um paralelo com as cenas do filme e os relatos da Bíblia, a título de comparação, para mostrar o que mais tarde pude comprovar nas palavras de Katherine Orrison (autora do livro “Escrito em Pedra”, que fala sobre o filme, os atores, o diretor, entre outros detalhes, cujos comentários podem ser ouvido enquanto se assiste “Os Dez Mandamentos”). Na terceira parte, estão os mais cretinos de seus comentários sobre o filme e a conclusão final a que cheguei.


As divergências entre o Filme e a Bíblia

No Filme
A filha de Faraó tira o bebê Moisés do rio Nilo.
Na Bíblia
A criada da filha de Faraó tomou a criança do rio Nilo (Êxodo 2:5,6).

No Filme 

A mãe adotiva de Moisés cuida dele até a idade adulta, escondendo a verdade de que não era sua verdadeira mãe.
Na Bíblia

Miriã, irmã de Moisés, sugeriu que uma hebréia cuidasse da criança e trouxe a mãe dele (Êxodo 2:7-10).

No Filme
Quando se torna homem, Moisés descobre que era hebreu e conhece a sua verdadeira mãe.
Na Bíblia
Moisés sabia desde criança que era hebreu e já conhecia sua verdadeira mãe (Êxodo 2:10).

No Filme
Josué tenta libertar sua namorada Lilia, que foi tomada como “concubina” por uma autoridade egípcia, mas o plano não dá certo. Estando ele preso, e condenado a um açoitamento, Moisés aparece para resgatá-lo. Moisés mata a autoridade egípcia por estrangulamento e deixa o corpo no mesmo lugar antes de libertar seu amigo.
Na Bíblia
Moisés matou um egípcio, pois estava espancando um hebreu e escondeu o corpo na areia (Êxodo 2:11,12).

No Filme
Josué é chamado dessa forma desde o início do filme.
Na Bíblia 

Seu nome era Oséias. Moisés foi quem passou a chamá-lo de Josué (Números 13:16).

No Filme
Datã revela ao filho de Faraó que Moisés é o assassino da autoridade egípcia e que ele não era egípcio. Sabendo disso, o filho de Faraó vai contar ao seu pai, que também não sabia que ele era hebreu. Então decidem julgá-lo por traição.
Na Bíblia

 Ambos já sabiam que ele era hebreu. Faraó ficou sabendo do assassinato e perseguiu Moisés (Êxodo 2:15).


Acompanhe esta série no marcador “Os Dez Mandamentos”.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Abaixo a Sarcofagia!


Verduras, frutas e cereais, devem constituir nosso regime. Nem um grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem.

Não é tempo de que todos visem dispensar a carne na alimentação? Como podem aqueles que estão buscando tornar-se puros, refinados e santos a fim de poderem fruir a companhia dos anjos celestes, continuar a usar como alimento qualquer coisa que exerça tão nocivo efeito na alma e no corpo? Como podem eles tirar a vida às criaturas de Deus a fim de consumirem a carne como uma iguaria? Volvam eles antes à saudável e deliciosa comida dada ao homem no princípio, e a praticarem eles próprios e ensinarem a seus filhos, a misericórdia para com as mudas criaturas que Deus fez e colocou sob nosso domínio.

Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal abandonado; a carne deixará de fazer parte de sua alimentação. Devemos ter sempre isto em vista, e esforçar-nos por trabalhar firmemente nessa direção. Não posso pensar que estejamos em harmonia com a luz que Deus tem sido servido de nos dar, nessa prática de comer carne.

A principal finalidade do homem não é satisfazer ao apetite. Há necessidades físicas a serem supridas; mas por isto é preciso que o homem seja dominado pelo apetite? Há de o povo que está buscando tornar-se santo, puro, refinado para que possa ser introduzido na sociedade dos anjos celestes, continuar a tirar a vida das criaturas de Deus, e fruir sua carne como uma iguaria? Segundo o Senhor me mostrou, esta ordem de coisas há de mudar-se, e o povo de Deus exercerá temperança em tudo.

Os que têm sido instruídos com relação aos efeitos prejudiciais do uso da alimentação cárnea, do chá e do café, bem como de comidas muito condimentadas, e que estão resolvidos a fazer com Deus um concerto com sacrifício, não hão de continuar a satisfazer o seu apetite com alimentos que sabem ser prejudiciais à saúde. Deus requer que o apetite seja dominado, e se pratique a renúncia no tocante às coisas que fazem mal. É esta uma obra que tem de ser feita antes que o povo de Deus possa ser apresentado diante dEle perfeito.

É para o bem deles próprios que o Senhor aconselha a igreja remanescente a rejeitar o uso de alimentos cárneos, chá, café e outros alimentos nocivos. Há quantidade de outras coisas de que nos podemos alimentar, as quais são benéficas e boas".

Conselhos Sobre o Regime Alimentar (Pág. 380,381)

Igreja de Deus


Na imagem, vemos no canto direito:

“...o que temos aprendido dificilmente conheceríamos fora da Igreja de Deus. E um desses conhecimentos é a guarda do Santo SÁBADO”.

Veja o que Ellen G. White, escreveu há mais de um século atrás:

Foi-me mostrado o modo por que o povo remanescente de Deus obteve seu nome. Duas classes de pessoas me foram apresentadas. Uma abrangia as grandes corporações de cristãos professos. Esses transgrediam a lei divina, inclinando-se diante de uma instituição papal. Observavam o primeiro dia da semana em vez do sábado do Senhor. A outra classe, posto que pequena em número, tributava obediência ao grande Legislador. Esses guardavam o quarto mandamento. Os aspectos peculiares e destacados de sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu.

O conflito que se estabelece é entre as reivindicações de Deus e as exigências da besta. O primeiro dia da semana, que é uma instituição papal, e contradiz diretamente o quarto mandamento, deverá ainda ser convertido em pedra de toque pela segunda besta. Então será proclamada a tremenda advertência da parte de Deus, anunciando o castigo que aguarda os que adoram a besta e sua imagem. Estes beberão do vinho da ira de Deus, não misturado no cálice da Sua ira.

Não podemos adotar outro nome melhor do que esse, que concorda com a nossa doutrina, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua acusação ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. É porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria satisfeito; mas suscitam sua ira por ousarem exaltar o padrão e levantar o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do papado.

O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir aos espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo.

Foi-me mostrado que quase todos os fanáticos, que surgem, no desejo de ocultar seus verdadeiros sentimentos a fim de iludir outros, afirmam pertencer à "Igreja de Deus". Esse nome havia, por isso, de despertar imediatamente suspeitas, porque é usado para ocultar os erros mais absurdos. É demasiadamente vago para designar o povo remanescente de Deus. Além disso, daria lugar à suspeita de que temos uma fé que desejamos ocultar.

Testemunhos Seletos – Volume 1 (Pág. 79-80)