domingo, 22 de fevereiro de 2015

Deos, o vocábulo original













Compare "Zeus" com "Theos" e "Deus" como são escritos abaixo:

Zeus
0eos (usando a consoante grega "theta" em lugar de "th")
Deus

Não é necessário um diploma de linguística para enxergar que os três nomes procedem de uma única raiz. [...] No princípio, antes do grego e do latim se diferenciarem como línguas distintas, havia um vocábulo original (talvez "Deos") que era um nome pessoal para o Todo-Poderoso. Mais tarde, à medida que as várias seitas inventaram deuses menores e lhes deram nomes pessoais, cada seita afirmou que seu deus era, na verdade, "Deos" (Todo-Poderoso).

Como resultado, na ocasião em que as mudanças de pronúncia levaram "Deos" a se tornar "Deus" em uma região e "0eos" em outra, os três termos se haviam generalizado de forma a significar "deus" em lugar de "Deus". Exemplo: As esponjas de aço apareceram pela primeira vez sob a marca "Bom Bril". Quando as empresas concorrentes produziram outras marcas de esponja desse tipo, a palavra "Bom Bril" estava tão indelevelmente associada com as esponjas de aço que o público também chamava os produtos concorrentes de "Bom Bril". Em outras palavras, "Bom Bril" tornara-se "bom bril", assim como "Deus" tornou-se "deus".

Filósofos como Xenofonte, Platão e Aristóteles tentaram, com efeito, inverter a tendência para a generalização, voltando ao uso original de Theos como nome pessoal. O resultado? Tanto o sentido específico original como o geral passaram a coexistir. [...] Zeus, como uma terceira variação do Deos original, conseguiu evitar a generalização, sobrevivendo como um nome pessoal específico.

Extraído e adaptado de:

RICHARDSON, Don. O Fator Melquisedeque. 3a Edição. Editora Vida Nova, 2008. Págs. 53 e 54.

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